terça-feira, 14 de abril de 2015

Brechós de SP se reinventam e fazem sucesso com peças vintage e de grifes famosas

Com uma mistura de moda vintage, decoração peculiar e inusitismo, os brechós de São Paulo provam mais do que nunca que a fama de “ambiente sujo e empoeirado” é completamente errônea.
Comuns em outros lugares, como Estados Unidos e países europeus, no Brasil demorou um pouco mais para o preconceito em relação ao gênero fosse deixado de lado. Mas se antes os brechós estavam associados à venda de objetos velhos e
com cheiro de naftalina, agora eles se repaginaram, apostaram em novos
nichos e se transformaram em estabelecimentos bem equipados e que atraem
os apaixonados por moda.
A experiência de conferir essa mudança com os próprios olhos é válida para quem quer se aventurar em uma tarde de garimpos ou em uma histórica viagem no “túnel do tempo da moda”, já que é possível entrar em contato com
roupas de outras épocas e que carregam com elas grandes histórias.
Além do trabalho minucioso de garimpagem dos proprietários, que frequentemente viajam para outros países em busca de peças inusitadas, consumir esse tipo de produto também dá um toque de personalidade e exclusividade ao visual.
A opção de compra não se resume apenas a se ter acesso a um produto barato, afinal existem peças com preços acessíveis e outras nem tanto, mas a de produtos com qualidade e com história para contar. Nesses lugares, é possível encontrar verdadeiras preciosidades.

Vale como dica dizer que mesmo quem não se aventure em garimpar peças ou usar a roupa que já foi de um outro alguém, só o passeio pelos brechós já vale a pena.
Para quem não sabe, na sua origem o Brechó era na verdade chamado de Belchior, pois no século XIX, no Rio de Janeiro, existiu um sujeito que atendia por esse nome, e que teve a ideia de abrir uma loja para comercializar produtos de segunda mão.
O nome Belchior, devido a dificuldade de pronunciá-lo, acabou se transformando em brechó. Para se ter uma ideia, a loja dele fez tanto sucesso na época que foi citada no conto “Ideias de Cabário” de Machado de Assis.

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